Existem disponíveis em muitos países normas de tratamento clínico da DPOC. Foi desenvolvida uma nova norma de consenso internacional pela Iniciativa Global para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease - GOLD). Esta declara que os objectivos do tratamento da DPOC são:
* Prevenir a progressão da doença;
* Aliviar os sintomas;
* Melhorar a tolerância ao exercício e o estado de saúde;
* Prevenir e tratar complicações;
* Prevenir e tratar exacerbações;
* Reduzir a mortalidade.
Um passo fundamental no tratamento da DPOC é eliminar ou reduzir ainda mais a irritação pulmonar. Os dois agentes irritantes mais comuns que contribuem para a progressão da DPOC são o tabagismo e os poluentes ambientais. A exposição a estes factores de risco deve ser reduzida ou eliminada.
Demonstrou-se que a simples abstenção tabágica (e, em alguns casos avançados de DPOC, a terapia com oxigénio) reduz a mortalidade. As pessoas que deixam de fumar conseguem abrandar a taxa de declínio da função pulmonar, mas nunca conseguem readquirir a já perdida.
Além de se evitarem os factores de risco conhecidos, existem disponíveis tratamentos farmacêuticos para a DPOC e seus sintomas mais vulgares. Os tratamentos mais comuns incluem:
Broncodilatadores
Os broncodilatadores são considerados a pedra angular do tratamento sintomático da DPOC. Os grupos principais de broncodilatadores utilizados no tratamento da DPOC incluem:
* Anticolinérgicos: actuam contrariando a acção broncoconstrictora do sistema nervoso parassimpático, através do bloqueio dos receptores colinérgicos. Isto leva à broncodilatação;
* Agonistas beta (acção curta ou prolongada): actuam estimulando directamente os receptores beta2 no músculo liso das vias aéreas, o que leva à broncodilatação. Os agonistas beta2 (AB) estão subdivididos em duas subcategorias baseadas na sua duração de acção (acção curta - SABA - e acção prolongada - LABA);
* Metilxantinas: a teofilina, um dos mais antigos broncodilatadores, é o membro mais conhecido desta classe. É mais frequentemente prescrito como parte de uma terapêutica de combinação.
Corticosteróides
Estes fármacos anti-inflamatórios são utilizados como terapêutica de manutenção no estádio inicial da asma. Contudo, o seu uso habitual na DPOC não é, geralmente, recomendado nas normas de tratamento em estadios de menor gravidade da doença. Os CSI (corticosteróides inalados) podem ajudar os doentes com DPOC grave e muito grave, que sofram de exacerbações frequentes.
Fonte: paraquenaolhefalteoar.com/slpage_info.php?id=28
quinta-feira, 21 de julho de 2011
DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA
O que é?
A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração. A maioria das pessoas com esta doença apresentam tanto as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar. Nestes casos, chamamos a doença de DPOC. Quando usamos o termo DPOC de forma genérica, estamos nos referindo a todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns: bronquite crônica, enfisema pulmonar, asma brônquica e bronquiectasias. No entanto, na maioria das vezes, ao falarmos em DPOC propriamente dito, nos referimos à bronquite crônica e ao enfisema pulmonar.
A bronquite crônica está presente quando uma pessoa tem tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos. Mas outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tem que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado.
O enfisema pulmonar está presente quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado. Os pulmões são compostos por incontáveis alvéolos, que são diminutos sacos de ar, onde entra o oxigênio e sai o gás carbônico.
Na DPOC há uma obstrução ao fluxo de ar, que ocorre, na maioria dos casos, devido ao tabagismo de longa data. Esta limitação no fluxo de ar não é completamente reversível e, geralmente, vai progredindo com o passar dos anos.
Como se desenvolve?
O DPOC se desenvolve após vários anos de tabagismo ou exposição à poeira (em torno de 30 anos), levando à danos em todas as vias respiratórias, incluindo os pulmões. Estes danos podem ser permanentes. O fumo contém irritantes que inflamam as vias respiratórias e causam alterações que podem levar à doença obstrutiva crônica.
O que se sente?
Os sintomas típicos de DPOC são: tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração. Algumas pessoas desenvolvem uma limitação gradual aos exercícios, mas a tosse somente aparece eventualmente. Outras, costumam ter tosse com expectoração (catarro) durante o dia, principalmente pela manhã, e tem maior facilidade de contrair infecções respiratórias. Neste caso, a tosse piora, o escarro (catarro) torna-se esverdeado ou amarelado, e a falta de ar poderá piorar, surgindo, às vezes, chiado no peito (sibilância). À medida que os anos passam e a pessoa segue fumando, a falta de ar vai evoluindo. Pode começar a aparecer com atividades mínimas, como se vestir ou se pentear, por exemplo. Algumas pessoas com DPOC grave poderão apresentar uma fraqueza no funcionamento do coração, com o aparecimento de inchaço nos pés e nas pernas.
Como o médico faz o diagnóstico?
O médico faz o diagnóstico baseado nas alterações identificadas no exame físico, aliado às alterações referidas pelo paciente e sua longa exposição ao fumo. O médico poderá, ainda, solicitar exames de imagem ou de função pulmonar, além de exames de sangue. Todos estes exames complementares irão corroborar o diagnóstico de DPOC. Os exames de imagem, como a radiografia ou a tomografia computadorizada do tórax mostrarão alterações características da doença. A espirometria, que é um exame que demonstra como está a função pulmonar, usualmente demonstra a diminuição dos fluxos aéreos. Neste exame, a pessoa puxa o ar fundo e assopra num aparelho que medirá os fluxos e volumes pulmonares. Outro exame importante é a gasometria arterial, em que é retirado sangue de uma artéria do paciente e nele é medida a quantidade de oxigênio. Nas pessoas com DPOC, a oxigenação está freqüentemente diminuída.
Como se trata?
A primeira coisa a fazer é parar de fumar. Nas pessoas com muita dificuldade para abandonar o fumo, podem ser utilizadas medicações que diminuem os sintomas causados pela abstinência deste. Os broncodilatadores são medicamentos muito importantes no tratamento. Podem ser utilizados de várias formas: através de nebulizadores, nebulímetros (sprays ou "bombinhas"), turbohaler ( um tipo de "bombinha" que se inala um pó seco ), rotadisks (uma "bombinha" com formato de disco que se inala um pó seco), comprimidos, xaropes ou cápsulas de inalar. Os médicos costumam indicar estes medicamentos através de nebulímetros, turbohaler, cápsulas inalatórias ou nebulizadores, por terem efeito mais rápido e eficaz, além de contabilizarem menos efeitos colaterais. Contudo, os medicamentos corticosteróides também podem ser úteis no tratamento de alguns pacientes com DPOC. O uso de oxigênio domiciliar também poderá ser necessário no tratamento da pessoa com DPOC, melhorando a qualidade e prolongando a vida do doente. Além disso, a reabilitação pulmonar através de orientações e exercícios também poderá ser indicada pelo médico com o intuito de diminuir os sintomas da doença, a incapacidade e as limitações do indivíduo, tornando o seu dia-a-dia mais fácil.
Devemos lembrar a importância da vacinação contra a gripe (anual) e pneumonia, que, geralmente, é feita uma única vez.
Como se previne?
Evitar o fumo é a única forma de prevenção da doença. A terapia de reposição de nicotina ou o uso de uma medicação chamada bupropiona poderá auxiliar neste sentido.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Tem como o médico antever os casos de fumantes que evoluirão para tal doença?
Quais as principais diferenças entre a DPOC e a asma brônquica?
O que há de novo em relação ao tratamento da DPOC?
Quais os pacientes que deverão fazer a reabilitação pulmonar como auxílio no tratamento?
Fonte: abcdasaude.com.br/artigo.php?157
A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença crônica dos pulmões que diminui a capacidade para a respiração. A maioria das pessoas com esta doença apresentam tanto as características da bronquite crônica quanto as do enfisema pulmonar. Nestes casos, chamamos a doença de DPOC. Quando usamos o termo DPOC de forma genérica, estamos nos referindo a todas as doenças pulmonares obstrutivas crônicas mais comuns: bronquite crônica, enfisema pulmonar, asma brônquica e bronquiectasias. No entanto, na maioria das vezes, ao falarmos em DPOC propriamente dito, nos referimos à bronquite crônica e ao enfisema pulmonar.
A bronquite crônica está presente quando uma pessoa tem tosse produtiva (com catarro) na maioria dos dias, por pelo menos três meses ao ano, em dois anos consecutivos. Mas outras causas para tosse crônica, como infecções respiratórias e tumores, tem que ser excluídas para que o diagnóstico de bronquite crônica seja firmado.
O enfisema pulmonar está presente quando muitos alvéolos nos pulmões estão destruídos e os restantes ficam com o seu funcionamento alterado. Os pulmões são compostos por incontáveis alvéolos, que são diminutos sacos de ar, onde entra o oxigênio e sai o gás carbônico.
Na DPOC há uma obstrução ao fluxo de ar, que ocorre, na maioria dos casos, devido ao tabagismo de longa data. Esta limitação no fluxo de ar não é completamente reversível e, geralmente, vai progredindo com o passar dos anos.
Como se desenvolve?
O DPOC se desenvolve após vários anos de tabagismo ou exposição à poeira (em torno de 30 anos), levando à danos em todas as vias respiratórias, incluindo os pulmões. Estes danos podem ser permanentes. O fumo contém irritantes que inflamam as vias respiratórias e causam alterações que podem levar à doença obstrutiva crônica.
O que se sente?
Os sintomas típicos de DPOC são: tosse, produção de catarro e encurtamento da respiração. Algumas pessoas desenvolvem uma limitação gradual aos exercícios, mas a tosse somente aparece eventualmente. Outras, costumam ter tosse com expectoração (catarro) durante o dia, principalmente pela manhã, e tem maior facilidade de contrair infecções respiratórias. Neste caso, a tosse piora, o escarro (catarro) torna-se esverdeado ou amarelado, e a falta de ar poderá piorar, surgindo, às vezes, chiado no peito (sibilância). À medida que os anos passam e a pessoa segue fumando, a falta de ar vai evoluindo. Pode começar a aparecer com atividades mínimas, como se vestir ou se pentear, por exemplo. Algumas pessoas com DPOC grave poderão apresentar uma fraqueza no funcionamento do coração, com o aparecimento de inchaço nos pés e nas pernas.
Como o médico faz o diagnóstico?
O médico faz o diagnóstico baseado nas alterações identificadas no exame físico, aliado às alterações referidas pelo paciente e sua longa exposição ao fumo. O médico poderá, ainda, solicitar exames de imagem ou de função pulmonar, além de exames de sangue. Todos estes exames complementares irão corroborar o diagnóstico de DPOC. Os exames de imagem, como a radiografia ou a tomografia computadorizada do tórax mostrarão alterações características da doença. A espirometria, que é um exame que demonstra como está a função pulmonar, usualmente demonstra a diminuição dos fluxos aéreos. Neste exame, a pessoa puxa o ar fundo e assopra num aparelho que medirá os fluxos e volumes pulmonares. Outro exame importante é a gasometria arterial, em que é retirado sangue de uma artéria do paciente e nele é medida a quantidade de oxigênio. Nas pessoas com DPOC, a oxigenação está freqüentemente diminuída.
Como se trata?
A primeira coisa a fazer é parar de fumar. Nas pessoas com muita dificuldade para abandonar o fumo, podem ser utilizadas medicações que diminuem os sintomas causados pela abstinência deste. Os broncodilatadores são medicamentos muito importantes no tratamento. Podem ser utilizados de várias formas: através de nebulizadores, nebulímetros (sprays ou "bombinhas"), turbohaler ( um tipo de "bombinha" que se inala um pó seco ), rotadisks (uma "bombinha" com formato de disco que se inala um pó seco), comprimidos, xaropes ou cápsulas de inalar. Os médicos costumam indicar estes medicamentos através de nebulímetros, turbohaler, cápsulas inalatórias ou nebulizadores, por terem efeito mais rápido e eficaz, além de contabilizarem menos efeitos colaterais. Contudo, os medicamentos corticosteróides também podem ser úteis no tratamento de alguns pacientes com DPOC. O uso de oxigênio domiciliar também poderá ser necessário no tratamento da pessoa com DPOC, melhorando a qualidade e prolongando a vida do doente. Além disso, a reabilitação pulmonar através de orientações e exercícios também poderá ser indicada pelo médico com o intuito de diminuir os sintomas da doença, a incapacidade e as limitações do indivíduo, tornando o seu dia-a-dia mais fácil.
Devemos lembrar a importância da vacinação contra a gripe (anual) e pneumonia, que, geralmente, é feita uma única vez.
Como se previne?
Evitar o fumo é a única forma de prevenção da doença. A terapia de reposição de nicotina ou o uso de uma medicação chamada bupropiona poderá auxiliar neste sentido.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Tem como o médico antever os casos de fumantes que evoluirão para tal doença?
Quais as principais diferenças entre a DPOC e a asma brônquica?
O que há de novo em relação ao tratamento da DPOC?
Quais os pacientes que deverão fazer a reabilitação pulmonar como auxílio no tratamento?
Fonte: abcdasaude.com.br/artigo.php?157
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Diabéticos reivindicam a aprovação da lei que garante medicamentos
Pgm Jornal Cidade Verde Tv Cidade Verde (Teresina-PI)
08/06/11
08/06/11
terça-feira, 7 de junho de 2011
Todos à Caminhada
Neste sábado, dia 18, tem a Caminhada Assina Elmano. É protesto dos diabéticos que pedem o "sim" do prefeito Elmano para mais qualidade de vida das pessoas portadoras da doença. A Caminhada acontece a partir de 17h na avenida Raul Lopes. A concentração será às 16h. Já dissemos aqui antes e voltamos a repetir que esse movimento não pode parar e tem o nosso apoio total. Assina Elmano!!
terça-feira, 31 de maio de 2011
Dia mundial de combate ao Fumo: Fumar pode deixar você na cadeira de rodas
Hoje é o Dia Mundial de Combate ao Fumo e resolvi aproveitar para contar minha história para vocês.
Cigarro causa câncer de pulmão, causa câncer bucal, aumenta os riscos de doenças cardiovasculares. Fumar mata! Isso não é novidade, está na mídia e nos pacotes de cigarro, mas na maioria das vezes é uma realidade distante de nós.
Durante muitos anos fui uma fumante passiva, fumei indiretamente durante toda a minha infância, meu pais eram fumantes… Meu pai após um problema de saúde largou o cigarro, morreu de acidente. Minha mãe fumou dos 12 aos 64 anos…é isso mesmo. E é a história recente dela que vou contar.
A Dona Sonia sempre foi uma pessoa ativa, jogou volei na adolescência, foi jogadora de boliche, tem formação superior, sempre foi super ativa e mesmo sem precisar, trabalhava. Tanto eu como meu irmão sempre reclamamos do cigarro e ouvíamos a mesma ladainha, era a vida dela… O que não lhe faltava era conhecimento sobre as consequências dos fumo. Em um rompante extremo, cheguei a dizer para ela que morrer era o menor dos problemas. O que se mostrou verdade.
Há três anos a saúde da D. Sonia começou a dar sinais de que não ia bem. Dores nas costas eram a desculpa para sair cada vez menos, sentia grande dificuldade para se locomover. Se alimentava no quarto. Desenvolveu um pseudo pânico de ir ao banheiro e passou a não beber água para urinar menos. Diante desse quadro e após muita luta meu irmão conseguiu levá-la ao médico (tinha total aversão). Continuava fumando.
Em um primeiro momento minha mãe foi diagnosticada como paciente psiquiátrica, tinha atitudes extremas de pânico e não falava coisa com coisa. Por sorte não havia vaga no pronto socorro para verificar seus sinais vitais e levaram-na até a UTI que estava vazia e possuia o equipamento necessário. De lá ela só saiu um mês e uma parada cardíaca depois…
As dores nas costas eram uma pneumonia, a dificuldade para se locomover acontecia em função da insuficiência respiratória. Portanto cada vez que ia ao banheiro, sentia falta de ar e passou a entrar em pânico por isso. Tem DPOC, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
Fazem pouco mais de dois anos da primeira internação, pois tivemos outra a cerca de um ano atrás e desde lá minha mãe não faz mais nada sozinha. Está com o juízo perfeito (ou quase!!!), mas depende de cadeira de rodas, não se veste sozinha, usa fraldas etc
Tem todos os movimentos, mas não tem força para sustentar seu peso. Para caminhar sente falta de ar, mas se não caminha fica cada vez mais fraca. Faz fisioterapia para manter uma condição mínima e não sentir dor com a artrose que já se instalou no seu quadril. Tudo isso por levar uma vida sedentária e fumando sem parar. Será que valeu a pena?
É inevitável a comparação que faço dela com minhas alunas na mesma faixa etária e é triste, pois poderia ter uma vida muito diferente, mas a vida que está levando foi escolha dela.
Todos estamos sujeitos a adoecer e por isso perder nossa mobilidade, nossa liberdade. Existem alguns atos, algumas decisões que tomamos na vida que podem ser determinantes no desenvolvimento dessas doenças e que podem ser perfeitamente evitáveis dependendo apenas das nossas decisões. Levar uma vida saudável, sem uso de susbtâncias toxicas, alimentando-se adequadamente e fazendo atividade física, não nos garante vida longa, pois acidentes acontecem, mas garantem uma velhice com mais dignidade.
Postado por Profª Esp. Denise Carceroni em 31 de maio de 2011
http://www.fiqueinforma.com/saude
Cigarro causa câncer de pulmão, causa câncer bucal, aumenta os riscos de doenças cardiovasculares. Fumar mata! Isso não é novidade, está na mídia e nos pacotes de cigarro, mas na maioria das vezes é uma realidade distante de nós.
Durante muitos anos fui uma fumante passiva, fumei indiretamente durante toda a minha infância, meu pais eram fumantes… Meu pai após um problema de saúde largou o cigarro, morreu de acidente. Minha mãe fumou dos 12 aos 64 anos…é isso mesmo. E é a história recente dela que vou contar.
A Dona Sonia sempre foi uma pessoa ativa, jogou volei na adolescência, foi jogadora de boliche, tem formação superior, sempre foi super ativa e mesmo sem precisar, trabalhava. Tanto eu como meu irmão sempre reclamamos do cigarro e ouvíamos a mesma ladainha, era a vida dela… O que não lhe faltava era conhecimento sobre as consequências dos fumo. Em um rompante extremo, cheguei a dizer para ela que morrer era o menor dos problemas. O que se mostrou verdade.
Há três anos a saúde da D. Sonia começou a dar sinais de que não ia bem. Dores nas costas eram a desculpa para sair cada vez menos, sentia grande dificuldade para se locomover. Se alimentava no quarto. Desenvolveu um pseudo pânico de ir ao banheiro e passou a não beber água para urinar menos. Diante desse quadro e após muita luta meu irmão conseguiu levá-la ao médico (tinha total aversão). Continuava fumando.
Em um primeiro momento minha mãe foi diagnosticada como paciente psiquiátrica, tinha atitudes extremas de pânico e não falava coisa com coisa. Por sorte não havia vaga no pronto socorro para verificar seus sinais vitais e levaram-na até a UTI que estava vazia e possuia o equipamento necessário. De lá ela só saiu um mês e uma parada cardíaca depois…
As dores nas costas eram uma pneumonia, a dificuldade para se locomover acontecia em função da insuficiência respiratória. Portanto cada vez que ia ao banheiro, sentia falta de ar e passou a entrar em pânico por isso. Tem DPOC, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica.
Fazem pouco mais de dois anos da primeira internação, pois tivemos outra a cerca de um ano atrás e desde lá minha mãe não faz mais nada sozinha. Está com o juízo perfeito (ou quase!!!), mas depende de cadeira de rodas, não se veste sozinha, usa fraldas etc
Tem todos os movimentos, mas não tem força para sustentar seu peso. Para caminhar sente falta de ar, mas se não caminha fica cada vez mais fraca. Faz fisioterapia para manter uma condição mínima e não sentir dor com a artrose que já se instalou no seu quadril. Tudo isso por levar uma vida sedentária e fumando sem parar. Será que valeu a pena?
É inevitável a comparação que faço dela com minhas alunas na mesma faixa etária e é triste, pois poderia ter uma vida muito diferente, mas a vida que está levando foi escolha dela.
Todos estamos sujeitos a adoecer e por isso perder nossa mobilidade, nossa liberdade. Existem alguns atos, algumas decisões que tomamos na vida que podem ser determinantes no desenvolvimento dessas doenças e que podem ser perfeitamente evitáveis dependendo apenas das nossas decisões. Levar uma vida saudável, sem uso de susbtâncias toxicas, alimentando-se adequadamente e fazendo atividade física, não nos garante vida longa, pois acidentes acontecem, mas garantem uma velhice com mais dignidade.
Postado por Profª Esp. Denise Carceroni em 31 de maio de 2011
http://www.fiqueinforma.com/saude
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Boa Notícia. Novo protocolo para a DPOC.
A Sociedade de Pneumologia do Piaui, representada pelos médicos Antonio de Deus e Tatiana Santos Malheiros Nunes, participou, juntamente com a Assistencia Farmacêutica do Estado, representada por Natalia Takeuchi Ayres e Elisangela Pereira Lima, do V Fórum de DPOC Norte-Nordeste na cidade de Manaus. O objetivo é estabeler protocolos baseados em evidência para tratamento de pacientes portadores de DPOC em saude pública. Uma das decisões acordadas foi a de haver a aprovacão do protocolo para tratamento da DPOC, em Diario Oficial, de cada um dos Estados.
Para os pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é um grande avanço, já que não existe, ainda, protocolo para dispensação de medicamentos específicos para a doença o que leva muitos pacientes a serem tratados como se asmáticos fosse. Esperamos e vamos cobrar para breve esse compromisso assumido pels atores desse processo.
Para os pacientes com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica é um grande avanço, já que não existe, ainda, protocolo para dispensação de medicamentos específicos para a doença o que leva muitos pacientes a serem tratados como se asmáticos fosse. Esperamos e vamos cobrar para breve esse compromisso assumido pels atores desse processo.
Nosso apoio aos diabéticos
Os diabéticos de Teresina tiveram uma grande vitória. Parcial, por enquanto, até que o prefeito Elmano Férrer assine a Lei aprovada na Câmara Municipal, de autoria do vereador José Ferreira, que concede kits aos pacientes portadores de diabetes. Essa batalha tem o nosso total e irrestrito apoio. Meu pai além de enfisemático é portador de diabetes. Ontem mesmo estava na farmácia comprando componentes do kit. É inviável para pessoas pobres e complicado até mesmo para quem um pouquinho mais de dinheiro. Contem com a nossa torcida. Assina Elmano!
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Médicos Piauienses participam de Congresso sobre DPOC
Pela primeira vez o Amazonas sediará o Congresso Brasileiro de Cirurgia Torácica, que está em sua 17ª edição e acontece entre os dias 25 e 28 de maio, em Manaus. Simultâneo ao evento será realizado o 14º Congresso Norte Nordeste de Pneumonia e a 13ª Jornada Amazonense de Pneumologia e Cirurgia Torácica. Médicos pneumologistas do Piauí confirmaram presença nas discussões.
A programação é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica em parceria com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e Associação Amazonense de Pneumologia e Cirurgia Torácica. Cerca de 80 especialistas, em sua maioria mestres, doutores e pós-doutores, confirmaram presença no circuito de palestras, no qual devem comparecer cerca de mil pessoas.
Entre as atividades, está confirmado para o dia 25 o 5º Fórum Norte Nordeste de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica); cinco cursos pré-congresso (Ventilação Mecânica, Câncer de Pulmão, Radiologia Torácica, Videotoracoscopia, Complexidades da Cirurgia Torácica e Trauma Torácico) e o Simpósio Internacional “Chest Wall Tumors and Congenital Deformities” com a presença de nove preletores internacionais – Dr. Hisão Asamura (Japão), Dr. Laureano Molins (Espanha), Dr. Milton Saute (Israel), Dr. Ramón Rami-Porta (Espanha), Dr. Andrew Pierre (Toronto/Canadá), Dr. Carlos Spector (Argentina), Dr. HansPilegaard (Dinamarca), Dr. Jean Marie Wihlh (França) e Dr. Mustafa Youksell (Turquia).
“A Comissão Organizadora deste Congresso, a exemplo do Congresso de Curitiba, estará propiciando oportunidade a todos, por meio de trabalhos científicos desenvolvidos nos diversos Serviços de Cirurgia Torácica de apresentarem-se nas diferentes sessões de temas livres orais. As conferências, preferencialmente, serão ministradas pelos convidados estrangeiros”, frisou o presidente do Congresso Brasileiro de Cirurgia Torácica, Dr. Fernando Luiz Westphal. No caso da cirurgia torácica, diversos temas foram selecionados. Entre eles, estarão em pauta: câncer de pulmão, técnicas operatórias, hiperidrose, transplante de pulmão e mediastino. Além disso, também serão abordados assuntos como enfisema Pulmonar, traquéia, ventilação mecânica, radiologia torácica e videotoracoscopia.
Na área da pneumologia, os assuntos relacionados serão: asma, DPOC, doenças intersticiais, pneumonias, ventilação mecânica, sono, radiologia torácica, embolia pulmonar, tuberculose multirresistente, tabagismo, hipertensão pulmonar, derrame pleural e bronquiectasias. Os participantes receberão certificados de oito horas pela participação no pré-congresso e de 24 horas pelos congressos. Maiores informações no site WWW.torax201.com.br .
A programação é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica em parceria com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e Associação Amazonense de Pneumologia e Cirurgia Torácica. Cerca de 80 especialistas, em sua maioria mestres, doutores e pós-doutores, confirmaram presença no circuito de palestras, no qual devem comparecer cerca de mil pessoas.
Entre as atividades, está confirmado para o dia 25 o 5º Fórum Norte Nordeste de DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica); cinco cursos pré-congresso (Ventilação Mecânica, Câncer de Pulmão, Radiologia Torácica, Videotoracoscopia, Complexidades da Cirurgia Torácica e Trauma Torácico) e o Simpósio Internacional “Chest Wall Tumors and Congenital Deformities” com a presença de nove preletores internacionais – Dr. Hisão Asamura (Japão), Dr. Laureano Molins (Espanha), Dr. Milton Saute (Israel), Dr. Ramón Rami-Porta (Espanha), Dr. Andrew Pierre (Toronto/Canadá), Dr. Carlos Spector (Argentina), Dr. HansPilegaard (Dinamarca), Dr. Jean Marie Wihlh (França) e Dr. Mustafa Youksell (Turquia).
“A Comissão Organizadora deste Congresso, a exemplo do Congresso de Curitiba, estará propiciando oportunidade a todos, por meio de trabalhos científicos desenvolvidos nos diversos Serviços de Cirurgia Torácica de apresentarem-se nas diferentes sessões de temas livres orais. As conferências, preferencialmente, serão ministradas pelos convidados estrangeiros”, frisou o presidente do Congresso Brasileiro de Cirurgia Torácica, Dr. Fernando Luiz Westphal. No caso da cirurgia torácica, diversos temas foram selecionados. Entre eles, estarão em pauta: câncer de pulmão, técnicas operatórias, hiperidrose, transplante de pulmão e mediastino. Além disso, também serão abordados assuntos como enfisema Pulmonar, traquéia, ventilação mecânica, radiologia torácica e videotoracoscopia.
Na área da pneumologia, os assuntos relacionados serão: asma, DPOC, doenças intersticiais, pneumonias, ventilação mecânica, sono, radiologia torácica, embolia pulmonar, tuberculose multirresistente, tabagismo, hipertensão pulmonar, derrame pleural e bronquiectasias. Os participantes receberão certificados de oito horas pela participação no pré-congresso e de 24 horas pelos congressos. Maiores informações no site WWW.torax201.com.br .
quinta-feira, 19 de maio de 2011
QUEM SOMOS NÓS?
Conversando com um amigo, tivemos a ideia desse blog. Em meados de outubro de 2010 soube que o pai dele sofria de enfisema pulmonar, a mesma doença que acomete meu pai a dez anos. Perguntei-lhe sobre o uso da oxigenioterapia domiciliar, através de um concentrador de ar, mas ele não sabia do que se tratava. Meu pai já estava usando o concentrador, àquela época, a quase dois anos. Então, lhe expliquei sobre como conseguir, apenas com um relatório médico, uma requisição em papel timbrado do SUS, com entrada na Fundação Municipal de Saúde. Ele logo partiu para a busca. Infelizmente, pela gravidade do enfisema de seu pai, não houve tempo. Mas o sofrimento da família fez nascer a vontade de ajudar outras pessoas. Juntos pensamos em fundar uma Associação de Pacientes com DPOC no Piauí, mas seria difícil encontrar essas pessoas. Por isso a ideia do blog. Estamos dispostos a ter, neste espaço virtual, uma janela aberta para todos que queiram tornar a vida dos pacientes com DPOC e seus familiares mais digna. Queremos informar sobre os tratamentos mais modernos, as medicações que são gratuitas, os profissionais da área de saúde que estão comprometidos com a causa. Amigos e familiares podem ajudar e muito, já que para os pacientes, muitas vezes, é uma tarefa pesada. Queremos sua colaboração, seu questionamento, sua voz, seu bom coração. Entre em contato ( dpocpiaui@hotmail.com) e nos ajude a fazer desse blog uma importante ferramenta de comunicação e conquistas. Boa sorte!
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Video ilustrativo sobre DPOC descreve os sintomas e tratamento.
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Saúde: Médica fala sobre o enfisema pulmonar e os principais tratamentos
Pgm Notícia da Manhã - TV CIDADE VERDE - 22/02/2011
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CELULAS-TRONCO E ENFISEMA PULMONAR
Jornal Nacional - TV Globo - 14/09/2009
Os primeiros resultados positivos apareceram em cobaias animais. Após o sucesso, o tratamento foi realizado em três pessoas. O estado de saúde dos pacientes melhorou.
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Os primeiros resultados positivos apareceram em cobaias animais. Após o sucesso, o tratamento foi realizado em três pessoas. O estado de saúde dos pacientes melhorou.
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quinta-feira, 7 de abril de 2011
Remédios e cilindros são distribuídos pelo SUS OJornal Estado de São Paulo, Publicou uma matéria sobre DPOC, no dia 07 de Março, confira!
- O Estado de S.Paulo
Meu coração é de Jesus, mas meu pulmão é da Souza Cruz. Esse ditado antigo, hoje completamente em desuso, marcou a juventude do vendedor Manoel de Souza Machado Júnior, hoje com 80 anos. Quando eu era jovem, era preciso fumar para ser homem, conta.
Machado Júnior chegou a fumar três maços de cigarro por dia ao longo de 36 anos ininterruptos. Hoje sofre de bronquite crônica e enfisema pulmonar e precisa ficar o tempo todo ligado a um cilindro de oxigênio.
Sinto dificuldade para comer, pois cansa muito mastigar. Não posso subir escada e até mesmo andar é difícil. Coisas simples, como tomar banho ou pentear o cabelo, se tornaram muito complicadas, diz.
Faz mais de 20 anos que o aposentado parou de fumar, mas o dano provocado em seu pulmão não regrediu mesmo com tratamento adequado.
O pneumologista Roberto Stirbulov explica que a inflamação causada nos brônquios pelo cigarro é mais grave que a inflamação da asma.
Nem com medicamentos é possível reverter o estreitamento das vias respiratórias, no entanto, há broncodilatadores de ação prolongada que aliviam a falta de ar, explica.
Hoje os medicamentos e os cilindros para a oxigenoterapia já estão disponíveis na rede pública, devido em boa parte à ação da Associação Brasileira Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, presidida por Machado Júnior.
Segundo dados da entidade, o número de vítimas de DPOC cresceu 340% no Brasil. Estima-se que a doença pode ser tornar, em alguns anos, uma das quatro principais causas de morte, ao lado de doenças cardiovasculares e câncer.
Estima-se que atualmente existam sete milhões de indivíduos com DPOC no País. Desses, 70% são portadores de casos leves ou moderados, e 30% têm a forma mais grave da doença.
FONTE: Associação Brasileira DPOC
Machado Júnior chegou a fumar três maços de cigarro por dia ao longo de 36 anos ininterruptos. Hoje sofre de bronquite crônica e enfisema pulmonar e precisa ficar o tempo todo ligado a um cilindro de oxigênio.
Sinto dificuldade para comer, pois cansa muito mastigar. Não posso subir escada e até mesmo andar é difícil. Coisas simples, como tomar banho ou pentear o cabelo, se tornaram muito complicadas, diz.
Faz mais de 20 anos que o aposentado parou de fumar, mas o dano provocado em seu pulmão não regrediu mesmo com tratamento adequado.
O pneumologista Roberto Stirbulov explica que a inflamação causada nos brônquios pelo cigarro é mais grave que a inflamação da asma.
Nem com medicamentos é possível reverter o estreitamento das vias respiratórias, no entanto, há broncodilatadores de ação prolongada que aliviam a falta de ar, explica.
Hoje os medicamentos e os cilindros para a oxigenoterapia já estão disponíveis na rede pública, devido em boa parte à ação da Associação Brasileira Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, presidida por Machado Júnior.
Segundo dados da entidade, o número de vítimas de DPOC cresceu 340% no Brasil. Estima-se que a doença pode ser tornar, em alguns anos, uma das quatro principais causas de morte, ao lado de doenças cardiovasculares e câncer.
Estima-se que atualmente existam sete milhões de indivíduos com DPOC no País. Desses, 70% são portadores de casos leves ou moderados, e 30% têm a forma mais grave da doença.
FONTE: Associação Brasileira DPOC
Tabagismo ...O tabagismo é responsável por cinco milhões de mortes por ano no mundo inteiro...
Maria Vera Cruz de Oliveira
O tabagismo, ou melhor, a epidemia tabágica é um assunto presente em todos os locais atualmente. Por que epidemia tabágica? Epidemia é uma doença que acomete muitas pessoas ao mesmo tempo e se espalha rapidamente. A Organização Mundial de Saúde define o tabagismo como uma doença, uma drogadição com vários graus de dependência (uma dependência química como a que ocorre por outras drogas). O tabagismo é responsável por cinco milhões de mortes por ano no mundo inteiro, e se nada for feito estes números chegarão a 10 milhões até o ano 2020.
Atualmente um terço da população mundial acima de 15 anos e aproximadamente um quinto de toda população mundial compõe-se de tabagistas; 1,1 bilhões de fumantes, sendo que 800 milhões se encontram em países em desenvolvimento ou subdesenvolvidos. Embora ainda exista uma predominância do sexo masculino, nas últimas décadas o número de mulheres tabagistas cresceu muito. Esta distribuição se repete pelo mundo com algumas exceções como a China, onde é ainda maior o número de tabagistas. No Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer existem 2,67 milhões de jovens tabagistas, 370 mil entre 10 e 14 anos; e 2,3 milhões entre 15 e 18 anos. A adolescência é uma faixa mais susceptível a se iniciar o tabagismo devido aos vários conflitos psicológicos existentes nesta fase.
O Brasil é o quarto produtor mundial de fumo, sendo responsável por 19,3% da produção mundial, atrás da China, Índia e Estados Unidos.
Na fumaça do cigarro existem cerca de 4.700 substâncias, muitas das quais são tóxicas, cancerígenas e até radioativas. A nicotina é uma delas e é responsável pela dependência química que o cigarro causa, agindo no sistema nervoso central, provoca a liberação de grande quantidade de dopamina, norepinefrina e serotonina, neurotransmissores que provocam uma sensação de prazer.
O tabagismo está relacionado a :
30% das mortes por câncer
90% das mortes por câncer de pulmão
25% das mortes por doença coronariana e infarto
85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
90% das mortes por câncer de pulmão
25% das mortes por doença coronariana e infarto
85% das mortes por doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC)
Acredita-se que a grande maioria dos fumantes (80%) querem parar de fumar, no entanto apenas 3% conseguem espontaneamente, só com a auto decisão, os demais necessitam de aconselhamento e acompanhamento médico, com abordagem cognitivo-comportamental e algumas vezes tratamento medicamentoso.
O governo tem adotado a política de proibir e restringir cada vez mais o uso do tabaco e isto ocorre devido aos gastos com as patologias decorrentes do tabagismo e à conscientização sobre os malefícios do mesmo. Estas medidas visam proteger as crianças e adolescentes do tabagismo passivo e ativo, e incluem medidas como a proibição de venda à menores, proibição do uso de tabaco em locais públicos, promoção de ambientes livres de tabaco, promoção de uma economia independente do tabaco, divulgação ampla de informações sobre o tabagismo e criação de programas de cessação de tabagismo para o atendimento dos fumantes. No Brasil foi aprovada em 29 de agosto de 2002 a portaria federal 1575, que facilita o acesso aos medicamentos para tratamento do tabagismo.
Aí vão algumas dicas importantes para quem está pensando em parar de fumar:
1 - Repense sua rotina, busque atividades diferentes.
2 - Invista no seu preparo físico, comece a fazer caminhadas.
3 - Fique de olho na alimentação, escolha alimentos saudáveis e de baixas calorias.
4 - Nos momentos de estresse procure se acalmar e entender que momentos difíceis sempre vão ocorrer e não é fumando que você vai resolver seus problemas.
5 -Se sentir muita vontade de fumar você poderá escovar os dentes a toda hora, beber água ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um papel ou um elástico. Distrair sua atenção pois a vontade de fumar não dura mais que alguns minutos.
2 - Invista no seu preparo físico, comece a fazer caminhadas.
3 - Fique de olho na alimentação, escolha alimentos saudáveis e de baixas calorias.
4 - Nos momentos de estresse procure se acalmar e entender que momentos difíceis sempre vão ocorrer e não é fumando que você vai resolver seus problemas.
5 -Se sentir muita vontade de fumar você poderá escovar os dentes a toda hora, beber água ou comer uma fruta. Mantenha as mãos ocupadas com um papel ou um elástico. Distrair sua atenção pois a vontade de fumar não dura mais que alguns minutos.
Continuaremos a conversar sobre este assunto , explicando porque algumas pessoas se tornam mais dependentes da nicotina que outras e sobre os tratamentos disponíveis para interrupção do tabagismo e serviços de saúde que oferecem este tipo de atendimento.
Fonte: Associação Brasileira DPOC
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